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Anos da vida, um em cima dos outros

Sexta-feira, 20.06.14

Chega-se o dia 20, e relembram-me: Eu faço anos!

Curiosamente, não fosse a familia e o facebook, e provavelmente já tinha esquecido o dia, da mesma maneira que já faço a conta para saber a idade que tenho... Mas relembro bem os acontecimentos de cada um deles, pois cada um tem a sua marca distinta.

 Este último que passou não foi dos melhores, aliás, é bem capaz de ter sido o menos bom até aos dias de hoje. 

Infelizmente, a palavra que marca o meu 30º ano, é a "morte". Não porque eu tenha morrido, ou deixar de viver, mas porque vi partir pessoas por quem tinha muita estima.

 

Primeiro a minha avó, mulher lutadora, que tinha o seu mau feitio, mas que sempre esteve lá quando eu precisava. Quando eu era pequeno, ia lá a casa de propósito para ela me fazer aqueles pães com açúcar e azeite... Havia lá coisa mais deliciosa!

Com a idade, a saúde foi fraquejando, e, a mulher forte, que demonstrava ser superior a todas as adversidades, acabou em sofrimento...

 

O meu avô, homem de histórias, adorava sentar-se e contar as suas aventuras do passado, de quando trabalhava na construção, das suas aventuras em África, e das matrafices que tinha feito enquanto miúdo. Os seus olhos até brilhavam quando começava a falar... Era como se estivesse a reviver as histórias naquele preciso momento.

Não passava um único dia sem estar ás birras com a minha avó (e vice versa) mas não descansava enquanto ela não voltava "sã e salva" para casa. Esteve ao seu lado, até aos últimos momentos, e, passados dois meses da partida da minha avó, partiu ele também. 

 

Foi um dos poucos casais que conheci, em que, apesar de todas as suas birras, não podiam viver um sem o outro, um daqueles raros casais, que nem a morte ousou separar!

 

...

 

"K" era uma boa pessoa, mulher timida, estudiosa, amiga dos outros e de ajudar os outros. Era bombeira, e estudava enfermagem. Pessoa que sendo discreta, estava sempre lá. Aos 24 anos apanhou (o que se pensava) uma gripe, que entretanto virou meningite... Entrou em coma, e, apesar de toda a sua luta, e de ter uma vida toda pela frente, acabou por falecer. Foi a 3ª jovem que vi partir cedo de mais na minha vida e o sentimento é sempre o mesmo. É algo injusto, incompreensivél, revoltante... Teorias do tipo: "Tanto fdp por aí, e só acontece ás boas pessoas..."

Dei por mim, a caminhar muitas vezes para cemitérios, pior que isso, dei por mim, habituado a funerais!

 

...

 

"Evite desencorajar-se: mantenha ocupações e faça do otimismo a maneira de viver. Isso restaura a fé em si."

Lucille Ball

 

Porque este deve ser o "pensamento mor" da nossa vida, o meu 30º ano relembrou-me que devemos aproveitar todos os minutos com as pessoas de quem gostamos, com as pessoas a quem damos valor e também que nos valorizam. Aproveitar tudo ao máximo, e deixar para trás as lamúrias, os lamentos e todos aqueles que simplesmente te fazem desperdicar o tempo da tua vida, tempo esse que pode ser precioso, pois não se sabe o quanto te falta... Pode faltar ainda muito, mas também pode acabar logo ali, assim, do nada!

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publicado por Madox às 23:50





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