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Ironias da vida

Segunda-feira, 11.04.16

Sempre tive as minhas ideias bem definidas, e em termos pessoais considero-me uma pessoa decidida.

Sou solteiro. Não me meto em relações só porque sim, para não estar sózinho ou para ser "socialmente" mais normal. Até porque no momento não existe ninguém que me faça perder o sono.

Ser pai, é algo que um dia gostaria de ser, mas não a qualquer custo. Gostava de o ser sim, mas com uma pessoa ao lado com quem o partilhar. Da maneira normal, em que as pessoas se apaixonam, se juntam e eventualmente acabam por ser pais. Sim, talvez hoje em dia, e devido ás modernices, já não seja tanto o modo normal, mas adiante. Falemos dessas modernices.

Há uma pessoa na minha vida. A A.  Não saimos juntos, mal falamos, resumidamente porque não nos entendemos, mas de vez em quando encontramo-nos e vamos para a cama. Acho que é a única coisa sociável que existe entre nós. 
Durante aquele bocado, não há birras, não há guerras nem queixas, mas no fim fica sempre aquela sensação de vazio.

Pois bem, num destes dias, levei uma chapada de luva branca, que me fez questionar todos os meus valores e me meteu a pensar se realmente os aplico á minha vida.

A modos que no último encontro com a A., a proteção a modos que rebentou. Não percebemos como aconteceu, ou o porquê, mas também as nossas preocupações estavam mais viradas para outro lado. A probabilidade de a A engravidar era enorme, tanto pelo "acidente", como devido ao seu ciclo. Tomou a pilula do dia seguinte para tentar remediar a situação, e ficamos a aguardar o desfecho... 

Digamos que foram 15 dias em que não conseguia pensar noutra coisa. Não por poder vir a ser pai, ou na responsabilidade de assumir os meus actos, mas no modo em que poderia acontecer. Eu não queria trazer ao mundo uma criança ao mundo, filha de pais solteiros que á partida mal se falam. E não seria um filho que iria mudar isso. Continuo a achar que não são os filhos que resolvem os problemas dos pais, nem devem ser "usados" como tal. Mas imagino o futuro dessa criança. Via o pai ou a mãe de tempos a tempos (provavelmente o pai, porque as coisas são mesmo assim) de 15 em 15 dias andaria com a mochila ás costas a mudar de casa em casa... Sei lá, passaram-te tantos dilemas pela cabeça que nem os consigo já enúmerar todos. 

Passaram uns dias, e veio a certeza, A não estava grávida. Aos poucos a minha vida voltava ao normal, mas os dilemas mantiveram-se. Porque o  que pensava antes, não só se manteve, como saiu reforçado.

Dizem que devemos aprender com os erros, e, ainda que não considere esta situação um erro, aprendi bastante com a situação. Que devo ser mais responsável com os meus actos, que já não tenho 15 anos para tais "desleixos", e acima de tudo a valorizar ainda mais os meus valores como homem responsavél. 

Obviamente que não vou dizer que nunca mais irei para a cama com alguém nestas condições, porque estaria a mentir. Não sou ignorante, não gosto de passar por ignorante, mas também claro que não vou meter as pessoas a comer gelados com a testa.

Como diz a M é fazer sempre e cada vez mais, mas nada de fluidos naquela zona 

Acima de tudo, sejamos responsáveis!!

 

P.s: Se eventualmente, A. estivesse realmente grávida, apesar da situação "anormal", faria de tudo ao meu alcance para que a criança tivesse a melhor vida possivel. No meio de tudo isto, é a única certeza que tenho, e que me deixa feliz comigo próprio! :)

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publicado por Madox às 00:15





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